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      Sexualidade

    CONTRACEPÇÃO

    A contracepção é uma forma de evitar a gravidez, pois interfere nas fases dos processos que a originam. É importante saber que entre os casais que têm relações coitais de forma regular e não utilizam nenhum método contraceptivo existem 80% de possibilidades durante o ano de ocorrer uma gravidez. Assim, quando uma gravidez não é desejada é importante conhecer todos os métodos contraceptivos existentes, bem como as respectivas vantagens e inconvenientes.

    Uma única relação coital pode produzir uma gravidez se não utilizarmos nenhum método contraceptivo. Portanto, é necessário usar uma contracepção segura desde a primeira relação coital, a não ser que se deseje ter uma criança. No entanto, existem muitos factores a ter em conta para decidir qual o método contraceptivo mais adequado. A frequência das relações coitais e a idade são alguns dos factores que é necessário ter em conta.

    Os métodos contraceptivos mais vulgares são a pílula, o dispositivo intra-uterino (d.i.u.), o preservativo e o diafragma.


    GINECOLOGISTA

    As mulheres devem fazer consultas de rotina no ginecologista a partir dos 18 anos. No entanto, em qualquer idade devem visitar os seus médicos se notarem alguma anomalia no peito, vagina ou nos ciclos menstruais, se têm sexualidade activa ou se estão grávidas.

    Durante um exame ginecológico a paciente fala da sua história de saúde e da da sua família e da sua actividade sexual.

    No exame ginecológico o médico:
    - pode tirar uma amostra de urina e medir a tensão arterial
    - faz o exame mamário para verificar a presença de inchaços, complicações, irregularidades e descolorações (deve ser feito um auto-exame de rotina ao peito, entre as visitas ao médico)
    - faz o exame pélvico para detectar eventuais anomalias nos órgãos reprodutores, colocando, gentilmente, um espéculo na vagina, com o qual fará o teste Papa Nicolau, que mostra a presença ou não de células pré-cancerosas ou cancerosas. Depois de retirar o espéculo, o médico introduz os dedos na vagina com luvas lubrificadas carregando na parte inferior do abdómen e com a outra mão examina os órgãos internos
    - faz o exame rectal, inserindo um dedo no recto, para verificar a possibilidade de existência de tumores atrás do útero ou do recto.


    DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

    Existem mais de 30 doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Podem provocar danos permanentes na saúde dos indivíduos sem mostrarem qualquer sintoma. Ninguém está imune.

    A mais conhecida das DSTs é o HIV/SIDA. A SIDA (Síndroma da Imunodeficiência Adquirida) é o último estádio da doença provocada pelo HIV, para a qual não existe ainda cura.
    O HIV é difícil de apanhar. É transmitido através da troca de sangue, sémen ou de secreções vaginais em:
    - relações sexuais sem protecção
    - troca de agulhas ou outros materiais para a introdução de drogas
    - ser exposto a sangue de um portador (como transfusão de sangue)...
    - ter nascido com ele. Também pode ser transmitido a uma criança através da amamentação.

    Não se apanha HIV através de abraços, beijos, toques, tampos de sanita ou água da piscina.

    DSTs como o HIV podem demorar anos a desenvolver sintomas. Se for sexualmente activo(a), a forma mais segura de não contrair DSTs é ter apenas um parceiro sexual que, nunca tendo sido infectado, não tem um comportamento de risco (sexo com outras pessoas, partilha de agulhas, ...). Praticar "sexo seguro" reduz o risco de infecção com HIV.

     
     
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